Os prejuízos do pensamento individualO valor da partilha

A atitude de não considerar as ações individuais jamais causará efeito positivo ao coletivo.

Eu sei que é mais cômodo não querer participar de um pensamento. É conveniente ficar na trincheira, no abrigo do nosso mundo, observando os sinais, pegando somente o carril das certezas.

Muitos de nós fotógrafos reclamam, queixam, reivindicam pela falta de regulamentação, falta de uma conduta honesta do próximo, falta de incentivo na redução de impostos, falta da ajuda mútua, falta de conceito, falta de segurança para trabalhar, falta de valorização, de justiça e etc.

Mas a verdade é que pelo senso natural da individualidade, de garantir o próprio bem estar, o indivíduo tem a tendência em não molecularizar as situações. Se algo está acontecendo mas não está me atingindo deixe estar.

O fato é que vivemos em uma sociedade sem raízes. Nosso mundo virou descartável e essa tendência de ação, em agir em função daquilo que oferece vantagens imediatas, sem considerações futuras, tem nos levado a um pensamento recôndito e fácil aceitação ao que nos é apresentado.

Quando o que vemos se torna algo normal, vira um defeito de convergência de visão aceitável para todos e é algo extremamente perigoso pois é uma solução que tende a atenuar um mal momentaneamente, oferecendo um futuro obscuro.

Bauman tem razão quando diz que vivemos tempos líquidos onde nada é feito para durar. E isso é algo lamentável. Assustador, assombroso para os que tem hábitos arraigados nos sonhos de que a vida pode ser uma passagem cristalina.

Enquanto humano, somos todos falhos mas a maior intemperança é ver e não querer enxergar. Não querer analisar a fundo as situações.

Quando analisamos o todo com sensatez e, como as ações individuais causam danos irreparáveis, inicia-se um processo de inconformismo, surgindo um pensamento de generosidade, excluindo atos impensados.

Se digo a uma comunidade que determinado movimento ou determinado produto agora é o que há de melhor, sem apresentar uma experiência real, fatos ou comprovações, eu estou pensando de forma individual, pois existe neste ato uma tendência exclusivamente egoísta e se, questionamos ou analisamos a raiz ou o porque daquilo, torna-se claro uma má fé imbuída na mensagem.

O aprendizado, bom ou ruim, acontece somente com a experiência e cabe a cada um de nós a decisão de viver no passado, deixar passar o presente ou não preparar o futuro, vivendo o amor próprio contínuo.

Pense em viver a vida com o propósito da partilha, não apenas tentando ganhá-la. – T. Isaac