O valor da PausaQuase sempre é difícil enxergar nosso próprio negócio.

O valor da pausa.

Conheço muitos profissionais da imagem (fotógrafos e cinegrafistas) que foram felizes, que descobriram o mundo mágico das imagens lá atrás mas hoje maculam a profissão.

O que era bom ou foi bom um dia hoje não presta mais!

Aquele início de euforia, aquele senso de liberdade, do encontro enfim com a “arte” transformou-se portanto agora em um pesadelo. Pesadelo total! Inferno!

Muitos estão sufocados, perdidos, infelizes, magoados e revoltados com a profissão. Muitos querem sair, outros até já saíram!

A “música estava boa”, o embalo maravilhoso, a batida era massa, o som era perfeito mas…

Mas o disco as vezes muda! E é isso que alguns não entendem! Faz parte! É a lógica da vida, do mercado! O mercado move da forma como ele quer! E não podemos fazer nada!

O mimeógrafo morreu, o fax idem. Eu até tenho saudade daquele cheiro nas mãos mas as coisas mudam!

O tempo é tão veloz que não nos permite nem mais alguns momentos de saudosismo (vivemos ou morremos).
Fui escrever uma carta de próprio punho outro dia e no primeiro parágrafo a mão já estava doendo…

Muitos não conhecem ou nós não reconhecemos o valor da pausa, a magia de dar um tempo, de respirar, de ver ao redor.
É isso! Quando estamos no “embalo” as vezes as coisas passam despercebidas!

Sabe quando você está em uma estrada, de carona e literalmente você viaja na viagem? Nem sabe o caminho…Ou seja, você não vê nada? É mais ou menos isso…

Se ninguém não te dá um alô, uma cutucada, ou se você não faz uma “parada” você costuma ver tudo, mas não enxerga nada (engraçado isso né?).

Outras vezes você até enxerga e sente a necessidade de parar mas a viagem é tão doida que você tem medo de parar.
Ficamos em transe..

Outras vezes o medo de parar e de alterar o destino é tão grande que vc não tem mais forças para parar e aí então, continua cometendo o mesmo erro, mesmo consciente que tudo está errado, que o caminho não é aquele. Olha que loucura, de forma consciente sabemos que estamos errados mas não fazemos nada.

Sabe quando você está morrendo de sede e tem preguiça de ir até a cozinha pegar a água? Você tem sede mas não move! O corpo não ajuda… Guarda isso: você tem “sede” mas não move!

É aí que mora o perigo.

O despertador toca, você desliga, fica olhando para o teto e não consegue mexer o dedo do pé!
Ele toca novamente e o ato se repete, até que dolorosamente você “tem” que levantar porque já está atrasado (ops) infeliz!

Infeliz porque a rotina te pegou e você sabe que precisa sair dela, que precisa de um tempo, de uma pausa, mas não consegue parar. Simplesmente porque não consegue parar e ponto final!

Falta de esperança? Descontentamento? Negativismo? Muita porrada? Perdeu a fé?

O fato é que reconhecer um erro é algo extremamente complicado e complexo para o ser humano.
Lógico! É mais cômodo dar desculpas! Somos humanos. Pedir ajuda muitas vezes pode doer! Temos o defeito de ter que massagear o ego diariamente. A mudança é terrível! incômoda!

Assistindo um vídeo de um chef de cozinha no Youtube aprendi que uma carne, para ficar no “ponto” deve descansar por alguns minutos antes de ser servida. Aí está o valor da pausa entende?

A pausa serve para dar um respiro, para enxergar diferente, para escutar, para analisar, para repensar!
Chegamos ao ponto! Refletir!

A pausa nos dá o direito e a oportunidade de refletir e esse ato muitas vezes nos mostra que nem sempre estamos certos, que nem sempre estamos agindo com inteligência, com sabedoria. Nem sempre somos os donos da verdade, da razão e a pausa entra para mostrar isso! Ela é importante! Fundamental.